O nosso reino não é deste mundo

João 6:14-15 Os que viram esse milagre de Jesus disseram: De fato, este é o Profeta que devia vir ao mundo! Jesus ficou sabendo que queriam levá-lo à força para o fazerem rei; então voltou sozinho para o monte.
 
Quando o profeta Samuel ficou velho, pôs os seus filhos como juízes de Israel, eles  não seguiram o exemplo do pai e estavam interessados somente em ganhar dinheiro. Quando isso tornou-se evidente, os líderes de Israel se reuniram e foram falar com Samuel, demonstrando preocupação com a forma de liderança.
Tendo em vista que Samuel estava no fim da carreira e diante da avacalhação promovida pelos prováveis sucessores, eles fizeram um pedido terrível: 

Queremos que nos arranje um rei para nos governar, como acontece em outros países. 

Samuel ouviu aquilo e não gostou, mas orou a Deus, o Senhor, que o respondeu dizendo:
Atenda o pedido do povo. Não é só você que eles rejeitaram, eles rejeitaram a mim como Rei. Desde que eu os trouxe do Egito, eles sempre me têm abandonado e adorado outros deuses. Agora estão fazendo com você o que sempre fizeram comigo.
 
O pedido do povo demonstrou, patentemente, que eles não compreendiam a relação entre eles e Deus, pactuada no Monte Sinai. Deus os chamou desde a sarça, para serem o seu povo, sob o seu governo e domínio.
Faraó, o rei do Egito, perguntou quem é o Senhor? e recebeu uma resposta tão satisfatória que reconheceu o senhorio real de Deus, ele entendeu quem era Javé, como também o poder do seu reino, mas parece que Israel perdeu isso de vista, esquecendo de todas as obras gloriosas do seu verdadeiro rei e agora queriam um rei como as outras nações.

Resumidamente, o povo vivia individualmente e coletivamente sob o senhorio de Deus, em uma dependência estreita, aqui figura o papel do profeta, mas parece que aquela relação não era suficiente para os anseios humanos, daí pediram um rei terreno.

A monarquia começou por permissão de Deus e após muitos desdobramentos históricos, terminou por sua ativa e irreversível vontade, diante do evidente desvio de seu povo.
A solução humana, claramente, não funcionou e o povo voltou a uma condição muito semelhante à do tempo do Egito.

O tempo passou, muitos foram os revezes sociais, políticos e religiosos, mas agora eles olham para Jesus, vêem milagres extraordinários, observam a multiplicação de pães e fazem a ligação certa, mas erram novamente o caráter do reino de Deus.

De fato, este é o Profeta que devia vir ao mundo! (João 6:14)

Não! Ele não é somente o profeta apontado por Moisés, ele não veio apenas para alimentá-los de pão ou maná, como também não veio para libertá-los do poder de Roma, pois o seu reino não é limitado a este mundo. 

Jesus ficou sabendo que queriam levá-lo à força para o fazerem rei; então voltou sozinho para o monte.(João 6:14)

Assim, o Deus que sempre esteve acima de todos, sempre desejou estar no meio de nós, guiando seu povo, compartilhando da sua glória entre seus amados.(João 6:15)

Embora ainda haja a necessidade de organização institucional nesse mundo, importa esclarecer que nenhum reino terreno dará conta do que realmente precisamos como cidadãos celestiais. Fica apenas o anseio, a cada nova eleição, por aquele reino e por aquela cidade não feita por mãos humanas.

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